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Agosto Dourado: por que o leite materno é o “padrão-ouro” para a saúde do bebê e da mãe

A cor dourada não foi escolhida por acaso. O Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, usa o tom para simbolizar o “padrão-ouro” de qualidade do leite materno, considerado o alimento ideal para os primeiros meses de vida. Instituído pela Lei Federal nº 13.435/2017, o Agosto Dourado reforça que amamentar é um ato de cuidado coletivo, que envolve família, profissionais de saúde, empregadores e toda a sociedade.

Em 2026, a campanha global tem como tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona”, destacando a necessidade de ampliar políticas, serviços e práticas que já apresentam bons resultados na proteção e no apoio à amamentação.

Semana Mundial do Aleitamento Materno abre o Agosto Dourado

O Agosto Dourado tem início com a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), celebrada anualmente entre 1º e 7 de agosto em mais de 120 países.

A iniciativa, criada em 1992 pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (WABA) em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef, busca conscientizar a sociedade sobre os benefícios do aleitamento e fortalecer redes de apoio que tornam a amamentação possível e segura.

No Brasil, o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e outras entidades reforçam a mensagem: o leite materno é o alimento mais completo para os primeiros meses de vida e deve ser oferecido de forma exclusiva até os seis meses, seguido de alimentação complementar com continuidade da amamentação até os dois anos ou mais.

Dados nacionais mostram avanços, mas ainda há espaço para melhorar

Levantamentos do Ministério da Saúde indicam que, em 2026, 59% dos bebês de até seis meses acompanhados pela Atenção Primária à Saúde do SUS estão em aleitamento materno exclusivo — um avanço em relação aos 57% registrados em anos anteriores.

Ainda assim, especialistas apontam que é preciso fortalecer ações de apoio prático às mães, especialmente no retorno ao trabalho e na conciliação entre rotina profissional e amamentação.

Benefícios do leite materno: para o bebê, para a mãe e para o meio ambiente

O leite materno é rico em nutrientes, anticorpos e fatores de proteção que reduzem o risco de infecções respiratórias, diarreia, alergias, obesidade e doenças crônicas no futuro, como hipertensão e problemas cardiovasculares.

Para as mães, amamentar diminui o sangramento no pós-parto, acelera a recuperação uterina e reduz o risco de câncer de mama, ovário e endométrio.

Além dos benefícios à saúde, a amamentação é a opção mais sustentável: não gera embalagens, não demanda transporte industrial e está sempre na temperatura ideal, pronta para consumo.

“Amamentar é um ato de amor, mas também de saúde pública”

“O leite materno é um composto vivo, que se modifica de acordo com as necessidades e a idade do bebê. Quando a criança está doente, o leite estará cheio de anticorpos para ajudar a combater infecções”, explica a pediatra Dra. Ana Lea, líder da Pastoral da Criança em Londrina.

Para a mãe que trabalha, a legislação garante direitos importantes. De acordo com o artigo 396 da CLT, ela tem direito a dois descansos especiais de 30 minutos cada, durante o expediente, para amamentar o filho até que ele complete seis meses de idade.

Apoio prático faz a diferença: bancos de leite e grupos de mães

A celebração do Agosto Dourado também destaca a importância dos Bancos de Leite Humano e das redes de apoio à amamentação. Em caso de dúvidas ou para doar leite humano (e frascos de vidro), a população pode procurar unidades como o Banco de Leite Humano do IFF/Fiocruz, no Rio de Janeiro, ou consultar a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH) para encontrar o ponto mais próximo.

Grupos de mães, consultas com pediatras e consultores em amamentação, e ações nas unidades básicas de saúde são exemplos de iniciativas que fortalecem o que funciona na prática.

Como a população pode participar do Agosto Dourado

  • Informe-se: busque fontes confiáveis, como Ministério da Saúde, SBP e portais especializados em saúde.
  • Apoie uma mãe que amamenta: ofereça ajuda prática, escuta sem julgamento e incentivo para que ela continue amamentando.
  • Respeite os direitos da mulher que amamenta: empregadores e colegas de trabalho podem facilitar pausas para amamentação ou ordenha.
  • Doe leite humano: uma única doação pode alimentar até 10 bebês por dia, dependendo da unidade.

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